A política em Areal vive um novo capítulo. Um pedido protocolado na Câmara Municipal solicita a abertura de uma comissão processante para investigar o prefeito José Augusto Bernardes Lima, acusado de superfaturar mais de meio milhão de reais na compra de computadores para a rede municipal de ensino.
A denúncia foi apresentada por Vinícius José Gonçalves da Cunha e se baseia em uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Segundo o relatório do Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE), a prefeitura pagou R$ 1.348,61 a mais por cada notebook, totalizando um possível superfaturamento de R$ 544.838,44 na aquisição de 404 equipamentos.
Além da diferença de preços, o MPRJ apontou ausência de justificativa técnica e falta de pesquisa de mercado para sustentar o contrato. A recomendação nº 022/2024 também cobra mais transparência e revisão dos processos de compra do município.
Para o denunciante, o caso caracteriza mau uso de recursos públicos e omissão do prefeito na defesa do patrimônio municipal. O pedido pede o afastamento e possível cassação do mandato de José Augusto Lima, com base no Decreto-Lei 201/1967, que prevê punições para gestores negligentes.
Caberá agora aos vereadores de Areal decidir se acatam a denúncia e abrem oficialmente a Comissão Processante, o que pode resultar na suspensão temporária do prefeito enquanto a investigação segue em andamento.
