Durante coletiva no início da tarde desta terça-feira (28), o governador Cláudio Castro afirmou que o Rio de Janeiro está completamente sozinho no enfrentamento à criminalidade. A declaração foi feita no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, enquanto ele apresentava o balanço da megaoperação realizada nos complexos da Maré e da Penha, na Zona Norte do Rio.
Castro classificou a situação como uma “guerra que passou dos limites”, destacando que o Estado precisa de reforço federal para lidar com o poderio das facções.
“Essa operação de hoje tem muito pouco a ver com segurança pública. É uma operação de defesa, um estado de defesa. Para uma guerra dessa, que nada tem a ver com segurança urbana, deveríamos ter um apoio muito maior e, talvez até, das Forças Armadas. O Rio de Janeiro está completamente sozinho nessa luta hoje”, afirmou.
Segundo o governador, nenhum agente federal participou da ação. Ele criticou o que considera omissão do governo federal no combate ao tráfico e na repressão ao crime organizado. “Não é mais só responsabilidade do Estado”, disse.
A megaoperação
A operação desta terça-feira teve como objetivo cumprir mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho (CV), incluindo 30 foragidos de outros estados que estariam escondidos nas comunidades da Maré e da Penha — apontadas como bases estratégicas de expansão da facção.
De acordo com o balanço parcial divulgado pelo governo, 56 pessoas foram presas e 31 fuzis apreendidos. A ação mobilizou cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar, além de promotores do Gaeco/MPRJ (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
A ofensiva faz parte de um esforço do Estado para conter o avanço territorial do Comando Vermelho e reduzir o poder bélico do tráfico nas comunidades da capital fluminense.
Ver essa foto no Instagram
