Jocimar Costa Martins, de 43 anos, permanece entubado e em estado crítico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Três Rios desde o dia 8 de novembro, quando sofreu uma nova crise após ter enfrentado quatro AVCs. Ele foi socorrido pelo SAMU já sem condições de respirar sozinho, mas, mesmo assim, continua há dias aguardando uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A situação contraria as diretrizes do Sistema Único de Saúde. Segundo normas de atendimento emergencial, pacientes entubados, instáveis e com risco iminente de morte não podem permanecer internados em UPAs, que não possuem estrutura completa de terapia intensiva. O protocolo determina transferência imediata para leito de UTI.
A demora reacende críticas à gestão municipal. A atuação do secretário de Saúde Luiz Alberto e da direção da UPA é alvo de questionamentos pela falta de regulação eficiente e pela incapacidade de garantir transporte e leitos para pacientes de alta complexidade. O caso também envolve responsabilidade direta do prefeito de Três Rios, responsável pela organização e funcionamento da rede de urgência.
Enquanto a família vive dias de angústia, Jocimar segue lutando pela vida em um setor que não dispõe dos recursos necessários para um quadro neurológico tão grave.
O caso levanta a discussão sobre a capacidade da Saúde municipal em atender situações críticas e garantir o cumprimento da legislação.
